Carcereiros

Carcereiros reúne atores consagrados e novatos na TV: ‘Diversidade de rostos e tipos’
Atores como Matheus Nachtergaele, Chico Diaz, Gabriel Leone, Letícia Sabatella, Projota, Caio Blat e Carol Castro ajudam a contar essa história.
Muitas histórias marcam Carcereiros e, para dar vida a esses dilemas vividos na trama, o diretor-geral da série, José Eduardo Belmonte, contou com partipações especiais de grandes nomes da dramaturgia e do cinema brasileiro. A cada episódio, somos apresentados a novos personagens e novas histórias, que são representadas por nomes como Matheus Nachtergaele, Chico Diaz, Gabriel Leone, Letícia Sabatella, Samantha Schmutz, Projota, Maria Clara Spinelli, Caio Blat e Carol Castro, entre outros. “O conceito era ter nomes já estabelecidos com atores que têm trabalhos interessantes no teatro, além de uma diversidade de rostos e de tipos”, explica Belmonte. Juntar todas essas participações no projeto não foi fácil, mas Belmonte conseguiu. Pensando na preparação de elenco, o diretor reuniu praticamente todos os atores que estariam na série, inclusive aqueles que teriam cenas em apenas um capítulo, para que fosse construída uma unidade na dramaturgia. “Mesmo que todos eles não atuassem juntos, nós queríamos que eles estivessem na mesma frequência. Foi um esquema bem próximo do que é feito nas companhias de teatro”, conta.
Ter um elenco tão diverso, em uma série que trata a vida como ela é, foi fundamental para a identificação do público com as histórias contadas em Carcereiros. A preparadora de elenco Nara Chaib conta que todo o processo foi muito enriquecedor “Eles vieram de escolas e experiência diferentes. E mesmo assim conseguimos manter a premissa da série: manter os personagens o mais próximo do real, com um toque lúdico, porque a gente sabe que a realidade é ainda mais difícil do que esta que estamos retratando.”
Além das participações de peso, Carcereiros tem ainda um grande número de figurantes em cena. Balancear as interpretações dos atores com as dos mais de 100 homens na figuração era fundamental para a série. Belmonte explica que a maioria dessas pessoas nunca havia pisado em um set de filmagem antes:
“Mas tivemos uma equipe fazendo a preparação deles, tínhamos alguns ex-presidiários que ajudaram a construir os hábitos daqueles ‘detentos’, eles assistiram a filmes com essa temática. Todos foram extremamente parceiros, isso ajudou muito na hora de gravar”, explica o diretor-geral. Para as cenas mais tensas, como as de rebelião, Nara explica que era necessário encontrar a energia dos atores e figurantes, e fazer com que os sentimentos de raiva e revolta viessem à tona, para dar veracidade aos movimentos de corpo e voz. “Fazia um aquecimento com os figurantes para encontrar esses sentimentos. Os carcereiros reais, que também estavam acompanhando as gravações, nos ajudaram muito. E a gente teve a honra de contar com os ex-detentos que fizeram teatro com esses carcereiros.”
Sob a direção de gênero de Guel Arraes, Carcereiros tem direção geral de José Eduardo Belmonte, texto de Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho com colaboração de Marcelo Starobinas, e é uma série da Globo em coprodução com a Gullane Filmes.