O Cravo e a Rosa

O Cravo e a Rosa é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 18 horas, de 26 de junho de 2000 a 9 de março de 2001 em 221 capítulos, substituindo Esplendor e sendo substituída por Estrela-Guia. Foi a 57ª “novela das seis” exibida pela emissora. Escrita por Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, com colaboração de Duca Rachid, dirigida por Amora Mautner, Ivan Zettel e Vicente Barcellos, direção geral de Walter Avancini e Mário Márcio Bandarra e núcleo de Dennis Carvalho. É uma livre adaptação da obra A Megera Domada, de William Shakespeare. Contou com as participações de Adriana Esteves, Eduardo Moscovis, Leandra Leal, Luís Mello, Suely Franco, Luiz Antônio, Júlio Levy e Vanessa Gerbelli.

Enredo: Catarina Batista (Adriana Esteves) é uma mulher moderna, na rígida sociedade paulista da década de 1920, que recusa o papel feminino de se restringir a lavar ceroulas em um tanque. Julião Petruchio (Eduardo Moscovis) é um homem cuja crença é a de que a mulher deve ser a rainha do lar. Duas pessoas tão diferentes vivem um romance contraditório. Conhecida como ‘a fera’ por botar todos os seus pretendentes para correr, Catarina vai esbarrar na teimosia cínica de Petruchio que, inicialmente, decide conquistá-la para, com o dote do casamento, salvar sua fazenda de ser hipotecada. Eles acabam se apaixonando, mas não dão o braço a torcer, vivenciando cenas muito bem-humoradas de discussões e brigas vulcânicas. Ele fingindo-se de ‘cordeirinho’, e ela cada vez mais furiosa com sua insistência. Mas há os que são contra e a favor desse improvável romance. A começar pela família de Catarina. Batista (Luís Melo), seu pai, quer vê-la casada, livrar-se do constrangimento que passa por causa das atitudes da filha e lançar sua candidatura a prefeito; Bianca (Leandra Leal), a irmã mais nova, é o contraponto de Catarina: quer noivar e casar, mas só terá permissão após a irmã mais velha arrumar um pretendente. Já Cornélio (Ney Latorraca), tio de Petruchio, torce pelo sobrinho; assim como Calixto (Pedro Paulo Rangel), velho empregado da fazenda que considera Petruchio como um filho. Também apoiam o romance Dinorá (Maria Padilha) e Josefa (Eva Todor), irmã e mãe do vilão mulherengo esportista Heitor (Rodrigo Faro), já que as duas querem vê-lo casado com Bianca, por causa da fortuna dos Batista. Entre os que não aprovam o casamento, há a ardilosa Lindinha (Vanessa Gerbelli), criada com Petruchio na fazenda, apaixonada por ele e que conta com a ajuda de Januário (Taumaturgo Ferreira) para atrapalhar o namoro dos dois; o jornalista Serafim (João Vitti), que pretende conquistar Catarina para dar o golpe do baú; e o vilão Joaquim (Carlos Vereza), homem misterioso cujo objetivo é arruinar Petruchio porque acredita que ele foi o responsável pela perdição de sua única filha, Marcela (Drica Moraes). E para piorar esse cenário, chega Marcela, vinda de Paris, para se apossar dos bens do ingênuo pai e reconquistar de vez Petruchio, batendo de frente com a ‘fera’ Catarina. A novela foi ambientada no ano de 1927/1928. Nota-se um fato histórico retratado na novela, o direito ao voto feminino e de igualdade de sexo, direito esse que só veio a existir em 1932, porém quatro anos antes em 1928, o Estado do Rio Grande do Norte seria um dos primeiros a reconhecer o sufrágio universal para as mulheres. Joaquim morre, mas não deixa nada para Marcela. Berenice sai da cadeia apos trair Joana roubando o dinheiro de Batista. O desfecho final é o roubo das apólices de Catarina. Petruchio reúne todos e descobrem que quem roubou foi Mimosa (Suely Franco). Lindinha pede perdão a Januário e os dois ficam namorando. Bianca casa-se com o professor Edmundo (Ângelo Antônio). Marcela e Heitor se unem para aplicar golpes. Catarina e Petruchio acabam felizes.
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