Profissão Repórter 06/06/2018

Profissão Repórter

Profissão Repórter conta a história de empresas que quase fecharam as portas.
Crise leva empresas à beira da falência. Profissão Repórter mostra os reflexos da crise para o ramo imobiliário, comércios e de um parque de diversões que chegou a fechar por três meses.
25 milhões de pessoas já passaram pelo parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. Ele foi criado em 1999 para receber 2 milhões de pessoa por ano. Até 2011 ele foi um sucesso, quando surgiram uma série de problemas e as dívidas aumentaram. A partir daí foi queda livre.
O parque acumulou uma dívida de R$ 800 milhões e chegou a ficar três meses fechado em 2017. O Hopi Hari só reabriu com uma nova gestão que hoje tenta tirar o parque da trilha da falência. José Davi é o responsável por esse projeto. “Estou cumprindo um papel de representar para o mercado e para as famílias que existe uma responsabilidade aqui e estamos trabalhando para demonstrá-la”, afirma José Davi, presidente do Hopi Hari. Atualmente, o parque tem um pedido de recuperação judicial que ainda não foi aprovado. O empenho da nova gestão é mostrar para todas as pessoas a quem o parque deve que ele tem condição de pagar as dívidas. “Quando eu entrei, o parque estava sem zeladoria e tinham apenas 18% das atrações em atividade em esquema de rodízio. Agora, estamos com 90%”, afirma Davi.

Comércio aberto, comércio fechado
Na capital paulista, estabelecimentos fechados. Uma avenida na zona leste de São Paulo é uma amostra da situação econômica do país. Em abril de 2016, o Profissão Repórter acompanhou a agonia de um casal que estava prestes a fechar o seu estabelecimento. Agora, o novo espaço é ocupado por uma loja de perfume – e as promoções viraram uma rotina para o novo proprietário. “As pessoas me perguntam por que eu vendo mais barato e eu digo que acho melhor ganhar metade do que eu queria do que chegar no fim do mês, não vender produto nenhum e não ganhar nada”, diz o comerciante Ermogênio Maia, dono deste ponto. No caso da comerciante Silvana, que também sentiu as vendas caírem em 2016, ela viu uma melhora dois anos depois na sua loja de utensílios domésticos. “Primeira coisa que comecei a vender foi o uniforme do manequim. As pessoas passavam na rua e achavam que era uma loja de confecção. A loja já existe há cinco anos, mas foi com o manequim que ela deu um boom”, conta.

Recuperação Judicial e Falência
A Vara de Falências e Recuperações Judiciais do município de São Paulo cuida atualmente de 30 mil processos e os juízes precisam avaliar se as empresas com dificuldade financeira vão realmente falir ou se vão ganhar uma nova chance para se reerguer por meio da recuperação judicial. O juiz João de Oliveira Rodrigues explica que a diferença entre a falência e a recuperação judicial é que quando um empresário pede a recuperação, ele busca uma reestruturação de uma atividade empresarial que está em dificuldade, enquanto a falência é sempre requerida por um credor ou empresário que precisa ser liquidada Rodrigues cuida de um dos maiores casos de recuperação judicial do país, o caso da PDG, empresa do ramo imobiliário, com uma dívida de mais de R$ 5 bilhões. A empresa foi criada em 2003 e com o boom imobiliário ela comprou outras empresas e passou a construir prédios em todo o Brasil. Em 2010, ela passou a ser a maior incorporadora do país. Só que do mesmo jeito que ela cresceu, entrou em crise. Com isso, a empresa chegou à beira da falência e para não fechar as portas, decidiu entrar com um pedido de recuperação judicial e decidiu renegociar as dívidas. Atualmente, 13 obras da incorporadora estão paralisadas. Tanto ex-funcionários quanto pessoas que compraram apartamentos sentem na pele o fato de terem sido dispensadas ou por terem investido dinheiro em um imóvel atualmente parado. Confira a reportagem completa acima.
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